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Museu dos Andes em Montevideo

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Por Adriana Rodrigues

O Museu dos Andes em Montevidéu, situado na Ciudad Vieja, narra a comovente história dos sobreviventes do acidente aéreo de 1972 nos Andes. O acervo inclui documentos, fotos e partes do avião, proporcionando uma experiência profunda e transformadora, destacando a coragem, a solidariedade e a luta pela vida.

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Museu dos Andes em Montevideo

Pequeno, mas de imenso significado, o Museu dos Andes no Uruguai, mais especificamente na capital Montevidéu é para aqueles que apreciam grandes histórias de vida.

Quando viajo sempre fico com um pé atrás quando o assunto é museu. Não que não goste, mas já encarei umas roubadas: desde acervo ruins, chatos e que não agregam ou, ainda, lugares gigantes, mas que você não entende qual o objetivo e sai com a sensação de que perdeu horas do seu tão precioso tempo como turista.

Não foi o que aconteceu no Museu Andes 1972, localizado na Ciudad Vieja (Cidade Velha), em Montevidéu. Talvez por esse ser um museu totalmente diferente em sua proposta e conteúdo. Fui parar lá porque fiquei curiosa sobre a história, que já tinha ouvido falar.

A fachada discreta pode passar despercebida na Rua Rincón, 619. Mas uma vez dentro do museu, prepare-se, porque você não vai sair como entrou. Pelo tamanho do local, previ que ficaria uns 40 minutos, mas não foi o que aconteceu. Foram três horas lendo, assistindo, compreendendo. Adoro histórias reais em que o ser humano é desafiado ao seu limite, e achei tudo fascinante,

Museo de los Andes Montevidéu Tragédia dos Andes Sobrevivência Acidente aéreo História de vida Cordilheira dos Andes Old Christians Club Exposição histórica Milagre dos Andes

Esta é uma das histórias mais emocionantes de sobrevivência humana de todos os tempos, que faz a gente questionar o significado de estar vivo, e faz o filme de nossas vidas passar pela cabeça.

O que muita gente não sabe é que os protagonistas dessa história são uruguaios e que o avião partiu de Montevidéu.

A Tragédia dos Andes

O Museu dos Andes conta a história de sobrevivência do acidente aéreo nos Andes em outubro de 1972, que acometeu os membros de um time de rugby uruguaio do Old Christians Club. O avião Fairchild 227 deveria sobrevoar Curicó e seguir rumo a Santiago, mas colidiu com a Cordilheira dos Andes quando sobrevoavam um vulcão entre o Chile e a Argentina. A maioria da tripulação era de jovens de 20 e poucos anos, além de alguns familiares que os acompanhavam.

Dos 45 tripulantes, cerca de 25 morreram imediatamente e outros não resistiram às condições do local (temperatura, ferimentos, avalanche, etc). Ao final de 72 dias restaram 16 sobreviventes, que aguentaram naquelas severas condições e lutaram pela sua vida durante dois meses.

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Possíveis causas do acidente nos Andes

O Museu dos Andes é imperdível também para quem se interessa por aviação, pois explica, por meio de depoimentos, vídeos e fotos, as prováveis causas do acidente e suas informações técnicas.

As causas são hipotéticas, já que, além do piloto e copiloto terem morrido no acidente, o avião, cedido pela Força Aérea Uruguaia, não tinha caixa-preta (como qualquer avião da força aérea de qualquer país) e isso tornou ainda mais difícil saber o que realmente aconteceu.

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Mas o que se pode dizer é que há 45 anos não havia os instrumentos de localização que existem hoje. O rádio-farol de Curicó, o próximo lugar, não operava. E provavelmente as terríveis condições climáticas, que fizeram com que o avião retardasse a velocidade, fez com que o piloto girasse antes em direção a Santiago, entrando na cordilheira quando pensava que já a tinha ultrapassado. Essas são as hipóteses sobre a causa do acidente.

Uma das horas mais tristes é quando a gente fica sabendo que o copiloto pediu para que os meninos alcançassem a sua arma, pois estava fatalmente ferido, com muita dor e não havia como tirá-lo das ferragens. Os rapazes conseguiram um mapa com ele. Ele repetia que haviam passado a cidade de Curicó, a Oeste (estava equivocado, pois ainda estavam na Argentina, em um lugar remoto). Ele morreu durante a noite daquele primeiro dia.

Os dias de luta nos Andes

Temperaturas de até -40℃, avalanches, sede, “cegueira da neve” e fome. Imagine que os rapazes eram uruguaios, nunca tinham visto neve na vida e saíram em pleno verão de casa. O destino os coloca a 4.000 metros de altura, rodeados pela nevasca dos Andes, onde as temperaturas podem chegar a -40℃, sem equipamentos adequados, sem água e sem comida.

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Na primeira noite, os sobreviventes dividiram o calor de seus corpos dentro do que tinha restado da fuselagem. O lugar era como um freezer gigante. Mais cinco pessoas morreram naquela noite.

O pior é que um avião chegou a sobrevoar o local onde estavam, mas a fuselagem do Fairchild era branca e confundia-se com a neve.

Nos primeiros dias eles sobreviveram com algumas bebidas que tinham a bordo e chocolates, mas mesmo com o racionamento severo, os mantimentos não duraram muito tempo. Eles precisavam comer e não havia nada que pudesse fornecer comida.

Além, é claro, da sede. Eles não tinham qualquer experiência com a neve e tentaram sugá-la, o que ocasionou problemas nas gengivas e nos dentes. Então, inventaram uma espécie de “fabricante” de água, com encostos de poltrona que usavam para derreter a neve ao sol. Era um procedimento difícil porque, com aquela temperatura, a água corria o risco de congelar novamente, bem rápido.

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Quando acabaram os poucos mantimentos, passaram dias de fome, sem comer absolutamente nada. Iam morrer ali se continuassem sem comida. E então alguém teve a ideia de comer a carne das pessoas que estavam mortas. Era uma ideia que já estava no ar, mas ninguém tinha coragem de propor. No início, alguns relutaram. Afinal, era uma decisão difícil, tanto por motivos religiosos quanto sociais, mas principalmente porque eram os seus próprios amigos e familiares. Após discutirem em grupo, acabaram aceitando para garantir a própria sobrevivência.

A situação era ainda mais delicada para Fernando Parrado, que teve duas perdas significativas: a morte instantânea da mãe e também a morte da irmã, que morreu em seus braços nos primeiros dias.

Muitos usam o termo canibalismo, que de acordo com as informações do museu, está errado, pois o canibalismo é o ato de matar para comer outro indivíduo da mesma espécie. O que aconteceu na tragédia dos Andes foi a antropofagia, ato de comer indivíduos da mesma espécie, no entanto, sem caráter predatório.

Pelos jornais da época expostos no museu, a gente percebe que teve muito sensacionalismo com esse assunto. Apesar de ser um tema bastante delicado, o instinto de sobrevivência é o mais forte em qualquer ser humano. E acho que apenas quem passou por uma situação extrema como essa tem capacidade para avaliar e tomar uma decisão como aquela.

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Uma sociedade na neve

No décimo dia, quando souberam pelo receptor de rádio do avião que tinham sido dados como mortos e as buscas estavam suspensas, houve um momento de choque, mas também de despertar.

“Foi terrível e um choque para todos, mas naquele momento deixamos de sobreviver e passamos a viver”, diria Carlito Páez (filho do famoso artista uruguaio Carlos Páez Vilaró, criador da Casapueblo, um dos maiores símbolos culturais do Uruguai), anos depois, em uma de suas entrevistas. Agora eles sabiam que sair de lá com vida dependeria unicamente de seus próprios esforços. Para isso tiveram de fazer coisas que nunca teriam imaginado.

Eles se organizaram como em uma verdadeira orquestra, e é tocante pensar nas soluções incríveis que conseguiram naquelas condições. Houve muita tentativa e erro.

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Roberto Canessa, estudante de medicina, fez “cirurgias” em sobreviventes com uma agulha de costura e fio dental. Um dos problemas mais terríveis era o sol que refletia, provocando a “cegueira da neve”. Eles improvisaram “óculos” com pedaços de pano, que chamariam depois de “Ray-Ban da Cordilheira”. Tecidos das poltronas seriam costurados para fazer abrigos. Todos cooperavam, apesar do medo e de uma triste certeza da morte.

Para piorar, no 18º dia houve uma avalanche avassaladora e mais 8 pessoas morreram asfixiadas. Isso fragilizou ainda mais as pessoas que sobreviveram. Apesar do desânimo geral, das péssimas condições e das mortes constantes, Fernando Parrado, que havia perdido a mãe e a irmã no acidente, decidiu que iria sair com vida dali. Começou a pensar em procurar ajuda e demonstrou uma imensa força de vontade. Ele tinha o desejo de passar o Natal com o seu pai e sua outra irmã – o que havia restado de sua família.

Em uma primeira curta expedição, eles fizeram calçados (amarrando cabos e tiras de segurança das almofadas dos assentos) para poderem descer a montanha. Era o primeiro passo em busca de um possível resgate. Durante este trajeto, Parrado e Canessa encontraram a cauda e uma outra parte da fuselagem do avião que tinha voado e descido a montanha. Ali encontraram malas com mais mantimentos como chocolates e água, além de roupas limpas e um par de sapatinhos de bebê.

Também acharam algo interessante: uma bateria. Voltaram ao grupo e chamaram Roy Harley, interessado em eletrônica, para desmontar o rádio. A intenção era ligar o rádio à bateria e fazê-lo funcionar. Eles tentaram insistentemente, mas sem o conhecimento necessário, era algo muito difícil de ser colocado em prática. Mais uma vez, a esperança foi perdida.

O tempo ia passando e os feridos começaram a morrer, como Arturo Nogueira e Rafael Echavarren. E, em dezembro, Fernando Parrado decidiu que iria sair definitivamente para procurar ajuda. Roberto Canessa e Antonio Vizintín se propuseram a ir também. Carlitos Páez encarregou-se de fazer um “saco de dormir”, com o isolamento da carcaça do avião (ideal para temperaturas extremas). Baseados na informação (errada) que o piloto deu antes de morrer, de que haviam passado Curicó, foram para o oeste, onde imaginavam que ficaria o Chile.

Antes de partirem em sua missão, Fernando Parrado abraçou Carlitos Páez e lhe entregou um dos sapatinhos de bebê que havia encontrado no avião. “Vou levar um sapatinho comigo e quando estivermos juntos de novo, uniremos os pares novamente.” O detalhe é que estes sapatinhos estão no museu. É algo muito emocionante!

Foi como um daruma, aquele bonequinho japonês que a gente pinta um olho e só pode pintar o outro depois que conquistar o objetivo. Imagina a força desse ato naquela situação!

Em busca de ajuda

Eles caminharam 65 quilômetros nos Andes, durante 10 dias e 10 noites. Foram 3 dias escalando uma montanha imensa e muito íngreme. Quando alcançaram o topo, em vez dos vales verdes do Chile, viram mais montanhas cobertas de neve. Foi desanimador. Parrado diria depois que “tinha certeza que morreria, mas morreria tentando.”

Naquele momento, o grupo decidiu que Antonio Vizintín voltaria em direção ao avião. Ele deixou sua comida e as roupas extras para os outros dois e teve a função de avisar aos que tinham ficado que Parrado e Canessa voltariam com ajuda, ou jamais voltariam.

Os dois homens continuaram sua busca até um ponto em que não havia mais neve, onde avistaram uma garrafa plástica, o primeiro sinal de civilização. Aquilo os encheu de esperança. No outro dia, encontraram um riacho, vegetação e uma vaca. Sinais de vida!!! Até que chegaram a um enorme rio e… um camponês na outra margem. “Naquela hora tive certeza de que sobreviveríamos”, disse Parrado.

O rio era largo demais, não dava para atravessar e tampouco ouvir o que o homem e eles tentavam dizer. Mas o camponês deu a entender que voltaria para buscá-los e jogou pão e queijo para eles. Foi a primeira comida “de verdade” que comiam em dias!

Sérgio Catalán, um homem simples mas que agiu de maneira muito inteligente, jogou um pedaço de papel e lápis envolto em uma pedra para que escrevessem. E Parrado escreveu. À primeira vista, é um bilhete objetivo, mas é impressionante como se pode sentir a emoção embutida em palavras simples! Ele escreveu do coração e com a emoção de ter encontrado alguém. Não vou reproduzir aqui porque vale a pena visitar o museu e ver com os próprios olhos (ele está preservado lá e é de arrepiar!). Catalán avisou a polícia local e eles resgataram os dois jovens, que tiveram os cuidados médicos adequados.

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Neste momento iniciou-se o processo de busca. Fernando Parrado subiu no helicóptero e guiou o piloto entre as montanhas até encontrarem o grupo de sobreviventes. Foi um resgate complicado, já que os helicópteros tinham dificuldade de pousar devido à altitude. Mas apesar disso o final foi feliz. Parrado acompanhou a busca com o sapatinho na mão, e a promessa do reencontro foi cumprida.

Os Andes: As Lições de Vida

Mais do que imaginar do que o ser humano é capaz em situações extremas e pensar no que somos capazes quando há uma vontade genuína e organização, fica a lição da solidariedade. Eles eram jovens, não estavam preparados e, apesar disso, agiram com muito respeito e amor mútuo.

Outra hora que eu tive de segurar as lágrimas foi quando o curador do Museu dos Andes, Jörg Thomsen, contou que a mãe (sempre elas) de Gustavo Zerbino, de 19 anos, a caminho do aeroporto mandou-o “levar um casaco, caso o tempo mudasse”. Ele levou, mas emprestou para um dos rapazes, Arturo, que estava doente, só o recuperando quando esse morreu.

Fiquei pensando no conceito de solidariedade, graças a uma citação de Thomsen: “Solidariedade não se trata de dar algo que você ‘não precisa mais’ e sim dividir, compartilhar o que você precisa”. O casaco, que o rapaz deixou nas montanhas para o “Deus da Neve”, foi resgatado anos depois e está no museu também.

Já a obstinação de Parrado me fez pensar em como ela é importante para conseguir o que a gente quer. Alguns vídeos mostram os depoimentos dos sobreviventes e é comovente como Parrado decidiu lutar até onde pudesse porque ele queria passar o Natal com o pai e a irmã. Tinha uma data! E ele conseguiu.

Outra coisa em que o museu nos faz pensar é a relação homem-natureza. Quando nos defrontamos com a imensidão da natureza somos incrivelmente frágeis e insignificantes.

A Repercussão do Milagre dos Andes

Após deixarem os Andes rumo a Montevidéu para reencontrar familiares e amigos, os sobreviventes deram os primeiros passos para restabelecer suas vidas. Neste momento, muitos veículos de comunicação interessados no que havia ocorrido com os garotos uruguaios foram atrás de detalhes da história de cada um, da sua luta pela vida. O acidente e a história de sobrevivência foram o foco da imprensa nacional e internacional e se tornaram conhecidos em todo o mundo.

Fernando Parrado, que teve a ideia de buscar ajuda e se aventurou por 10 dias entre as cordilheiras com seu companheiro, tornou-se um propagador da história dos Andes. Escreveu um livro chamado Milagro en los Andes e fez muitas palestras por todos os cantos do mundo. Ele também mantém um website com informações sobre o acidente e as histórias da tragédia que marcou para sempre a vida daqueles que estavam no avião.

“Quando as pessoas pensam sobre os Andes dizem 72 dias. Eu sempre digo que não foram 72 dias, foram 72 noites. Para mim, as noites foram muito piores do que os dias. As recordações vêm muito das noites que passamos ali. As pessoas pensam 72 dias e imaginam uma montanha com luz, com pinheiros, com gente esquiando. Não, o pior são as noites. São 72 noites. Além disso, havia dias, mas as noites eram terríveis. Se o inferno existe, não é com fogo. Posso assegurar que é com gelo e é escuro” – Fernando Parrado, em entrevista para o jornal uruguaio Espectador.

Para quem quer saber mais, há também um filme chamado Vivos (1993), que conta a história da tragédia.

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O Museu dos Andes em Montevidéu

Lembrança de uma das mais incríveis histórias de sobrevivência. O Museu dos Andes possui arquivos históricos e originais da tragédia dos Andes que ajudam a contar a narrativa do acidente desde o começo até o resgate. As cartas, os registros pessoais, os recortes dos jornais da época, os pertences dos sobreviventes e até fragmentos do avião constituem o maior acervo sobre o desastre.

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A gente percebe logo que a temperatura dentro do museu é baixa, talvez para simbolizar o que eles passaram. No museu, é possível sentir a emoção das famílias dos sobreviventes, e dos próprios, quando escutaram pelo rádio que Parrado e Canessa haviam sido encontrados, assim como quando foram resgatados, rindo e chorando de alegria.

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O que eu achei mais interessante foram a carta de Parrado, as roupas que eles usaram, o pedaço da fuselagem e a roda do avião e um vídeo rápido com os sobreviventes contando a história.

Uma coisa muito bacana neste museu é que há um cuidado em preservar não só a lembrança dos 16 sobreviventes, mas também das pessoas que perderam a vida no acidente. Há histórias lindas de todos os 45 tripulantes.

Este museu é ideal para aqueles que se sentem sem esperanças ou passam por um momento difícil. Eu mesma saí de lá leve como um suflê, pensando em como sou privilegiada por coisas como estar viva e ter saúde. Pode parecer bobagem para alguns, mas é uma história verídica de vontade de viver, que é inspiradora. Além disso, essa história é contada para o público de um jeito muito legal, então em vez de ficar deprê, você sai renovado. Mais ainda se Jörg Thomsen, o curador e idealizador do museu, estiver por lá. Atencioso, ele fala português e esclarece dúvidas, os porquês do acidente, detalhes técnicos, fala da reação dos familiares, o que os sobreviventes testemunharam e muito mais.

Thomsen, que também passou por uma tragédia pessoal relacionada a um acidente aéreo e “conhece o outro lado”, mantém o museu com carinho, e diz que é uma forma de fazer justiça aos 45 tripulantes. Mas o mais importante, segundo ele, é a reação de algumas pessoas, que sentem-se emocionadas. “Visitantes do mundo todo me agradecem, alguns dizendo que lhes dei um sentido na vida”. E, por fim, me pergunta: “Qual a cordilheira da sua vida?”.

É isso. Cada um tem a sua cordilheira. Essa é uma experiência única, e para mim, foi transformadora.

Endereço

Rincón, 619

Ciudad Vieja

Tel. (598) 2916 9461

Horário:

Seg. a Sex. 10h00 às 17h00

Sábados: 10h00 às 15h00.

Site: www.mandes.uy

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Meu nome é Adriana e minha história com o Uruguai começou em 2012, quando me mudei para Montevideo. Fundei a Brasileiros no Uruguai, que se tornou a única operadora de turismo especializada no Uruguai no Brasil. Desde então, já levamos mais de 60 mil viajantes para conhecer o Uruguai.

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